Petra e a Câmara do Tesouro

Enviado em Viagens Internacionais de Trilhas e Aventuras | 31 de Janeiro de 2007 @ 23:10
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Petra - Monastério de Petra

A região onde se encontra Petra foi ocupada por volta do ano 1200 a.C. pela tribo dos Edomitas, recebendo o nome de Edom. A região sofreu numerosas incursões por parte das tribos israelitas, mas permaneceu sob domínio edomita até à anexação pelo império persa. Importante rota comercial entre a Península Arábica e Damasco (Síria) durante o século VI a.C., Edom foi colonizada pelos Nabateus (uma das tribos árabes), o que forçou os Edomitas a mudarem-se para o sul da Palestina.

Petra (do grego "petrus", pedra; árabe: البتراء, al-Bitrā) é um importante enclave arqueológico na Jordânia, situado na bacia entre as montanhas que formam o flanco leste de Wadi Araba, o grande vale que vai do Mar Morto ao Golfo de Aqaba.


O ano 312 a.C. é apontado como data do estabelecimento dos Nabateus no enclave de Petra e da nomeação desta como sua capital. Durante o período de influência helenística dos Selêucidas e dos Ptolomaicos, Petra e a região envolvente floresceram material e culturalmente, graças ao aumento das trocas comerciais pela fundação de novas cidades: Rabbath ‘Ammon (a moderna Amã) e Gerasa (actualmete Jerash).

Petra - Monastério de Petra

Devido aos conflitos entre Selêucidas e Ptolomaicos, os Nabateus ganharam o controlo das rotas de comércio entre a Arábia e a Síria. Sob domínio nabateu, Petra converteu-se no eixo do comércio de especiarias, servindo de ponto de encontro entre as caravanas provenientes de Aqaba e as de cidades de Damasco e Palmira.

O estilo arquitectónico dos Nabateus, de influência greco-romana e oriental, revela a sua natureza activa e cosmopolita. Este povo acreditava que Petra se encontrava sob a protecção do deus dhû Sharâ (Dusares, em grego).

Ritual de passagem abrilhanta Petra

Petra? Onde é isso? A pergunta é recorrente. Essa cidade na Jordânia ainda não se tornou um destino turístico conhecido no Brasil, diferentemente do que ocorre em outros países, especialmente na Europa. Trata-se de um local único, inteiramente esculpido na pedra pelo povo nabateu e que, apesar de parecer distante de outras regiões turísticas, não é tão isolado assim.

Porém, para um brasileiro, é preciso atravessar o mundo para ir a Petra. Mas vale a pena a jornada para conhecer essa cidade, a pouco mais de duas horas de Amã, a capital da Jordânia, uma das mais modernas do mundo árabe, e a quatro horas de Jerusalém –incluindo aí uma hora de burocracia para atravessar a fronteira israelo-jordaniana.

Há passeios para o sítio arqueológico que saem diariamente dessas duas cidades –partindo no início da madrugada e retornando à noite-, mas o ideal mesmo é dormir pelo menos uma noite em Petra para poder realizar, além da visita durante o dia, o passeio noturno.

Petra - Tesouro, o templo mais importante de Petra, que, reza a lenda, guardava as riquezas de um faraó

Os turistas precisam se hospedar nos hotéis na vila de Wadi Musa ou vale de Moisés. Trata-se de uma pequena localidade jordaniana na qual a maioria dos habitantes vive em função do turismo. O passeio começa por uma via que sai da vila de Wadi Musa e segue por cerca de dois quilômetros, passando por obeliscos - primeiros sinais dos nabateus - até uma fenda dentro de um desfiladeiro, cujas paredes, de 200 metros de altura em alguns pontos, foram separadas por forças tectônicas no passado.

No caminho, não há nenhuma construção. Apenas o terreno montanhoso e desértico dessa região da Jordânia. Entre os meses de maio e setembro, a maioria das pessoas chega bem cedo, para evitar caminhadas debaixo de um sol que pode elevar a temperatura para mais de 40ºC.

O desfiladeiro é uma espécie de escudo, ou um ritual de passagem para o que vem a seguir. A fenda, denominada Siq, tem cerca de 4 m de largura, e dela parte uma viela pavimentada pelos nabateus. Do lado esquerdo, outro sinal de Petra: um pequeno aqueduto, também esculpido na pedra -os nabateus eram exímios no desenvolvimento de sistemas hidráulicos.

Ao longo do caminho, de 1,2 km de extensão, começam a aparecer as primeiras “casas” de Petra. Na verdade, são apenas buracos cavados na pedra. Nenhum deles tem a riqueza arquitetônica do que vem a seguir. Após a caminhada, que parece interminável, começa a se abrir literalmente a imagem, no fim da fenda, do Tesouro, brilhante, como se tivesse recebido uma camada de verniz.

O Tesouro é o templo mais importante de Petra, além do monastério Jabal al Deir e do lugar dos sacrifícios. Outro lugar obrigatório é o Grande Templo. Para visitar esses pontos é preciso subir muitos degraus, mas, quem quiser, pode alugar um burro de um dos beduínos que circulam pela cidade. Aliás, pelas ruas caminham apenas turistas e alguns beduínos que têm autorização para comercializar dentro de Petra.

Não há grandes grupos de excursão. Em algumas partes, os beduínos assustam, surgindo do nada para oferecer coisas. Também é comum observá-los caminhando em pontos tão isolados que não dá para entender como eles conseguiram chegar até lá.

Petra parece ter sido, em alguns pontos, uma cidade coberta por lava vulcânica, como Pompéia (Itália). Algumas tribos árabes diziam no passado que Petra não teria sido esculpida. Na verdade, segundo eles, os nabateus foram punidos por Deus que fez a cidade ficar toda coberta pelas pedras.

Com seu nome charmoso, Petra é um dos resquícios mais bem conservados da rota das especiarias, que vinham do extremo oriente, atravessando a Pérsia (hoje Irã) e a região da Arábia (hoje Arábia Saudita) e chegando ao Egito, passando ainda muitas vezes por Damasco, na Síria.

Redescoberta de Petra

As ruínas de Petra foram objecto de curiosidade a partir da Idade Média, atraíndo visitantes como o sultão Baybars do Egipto, no princípio do século XIII. O primeiro europeu a descobrir as ruínas de Petra foi Johann Ludwig Burckhardt (1812), tendo o primeiro estudo arqueológico científico sido empreendido por Ernst Brünnow e Alfred von Domaszewski, publicado na sua obra Die Provincia Arabia (1904).

Petra nos dias de hoje

A 6 de Dezembro de 1985, Petra foi reconhecida como Património da Humanidade pela UNESCO.

Em 2004, o governo jordano estabeleceu um contrato com uma empresa inglesa para construir uma auto-estrada que levasse a Petra tanto estudiosos como turistas.

Curiosidades

  • O edifício da Câmara do Tesouro, em Petra, foi utilizado como cenário no filme Indiana Jones e a Última Cruzada. O interior mostrado no filme não corresponde, no entanto, ao interior do dito edifício, tendo sido fabricado em estúdio.
  • Petra é famosa principalmente pelos seus monumentos escavados na rocha, que apresentam fachadas de tipo helenístico (como o célebre El Khazneh).
  • Vídeos

    Confira alguns vídeos sobre Petra: A Cidade de Petra.

    Vídeo 01 - clique aqui

    Vídeo 02 - clique aqui

    Galeria de Fotos

    Petra - Monastério de Petra Petra - Escultura no monastério Jabal al Deirs Petra - Peças extraídas da cidade

    Uma resposta to 'Petra e a Câmara do Tesouro'

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    1. Inayara Bernardo disse,

      on 20 de Fevereiro de 2008 @ 21:28

      Por mais absurdo que seja o que vou relatar, até hoje nao consigo uma resposta para o que me aconteceu. Desde criança tenho sonhos com uma rua muito estreita, muralhas feitas de pedra, vejo muitas pessoas sob o sol e me parecem tao tristes, pobres, depois fujo.
      depois comecei a “ir” até um lugar muito estreito, de onde podia ver algo como um templo ou palacio, misturando arquitetura grega com algo dourado em cima, parecendo uma mistura de palacio grego com templo muçulmano, o imenso portao é de ouro, e as colunas tambem. Tive o sonho muitas vezes, numa delas enquanto espiava ouvi um nome, yohan… mas tinha muito medo (no sonho) de estar ali, como se fosse proibido.
      Um dia assisti discovery chanel e quase desmaiei quando vi a cidade de Petra e o desfiladeiro… era com aquilo que eu sonhei muito tempo. Agora infelizmente nao tenho ido lá.
      Fui assistir ao filme A mumia, e passei mal quando vi a representaçao de pessoas e lugares de época egipcia.
      Hoje faço dança do ventre e escuto musica arabe e já nao sinto mais a angustia que sentia quando via qualquer coisa relacionada ao tema.
      Mesmo assim ainda procuro uma academia que nao seja mediocre por que tenho impressao que fazem tudo errado.
      Procurei já um psiquiatra. mas ele disse que já viu coisa pior e que eu devia desencanar…

      nao consigo. antes sentia medo e angustia. agora, tenho vagas lembranças de algo que nao sei o que é, muitos gatos, desenho muitas najas douradas e mesmo que seja uma psicose, danço muito bem, sem falsa modestia. a ultima professora disse que tinha muito a ver com dança tribal(?) e percussao egipcia… mais do que com o estilo arabe. desculpem, nao tenho ninguem para contar minha historinha. Mas como um “segredo” preciso descobrir o que acontece. Um dia, talvez alguem me explique. Abraços. Ina.

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